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Paciente natural do Glaucilândia procura unidade de saúde com relato de edema de membros inferiores e aumento do volume abdominal há 4 meses. EF: hipocorado, anictérico, afebril. Aparelho cardiovascular e respiratório sem alterações. Abdome indolor, esplenomegalia palpável até a fossa ilíaca esquerda. Achados da ectoscopia encontram-se demonstrados abaixo.
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Exames laboratoriais:
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Hemoglobina = 9,8 g/dl, VCM = 87 fl, CHCM = 32, leucócitos = 2140/mm3(sem desvio), N = 1100/mm3, plaquetas = 65000, ferritina = 23 ng/dl, TGO = 21 U/l, TGO = 28 U/l, Bilirrubinas totais = 0,7, FA = 105, GGT =50, Cr 3,7, Ureia 85, Na 137, K 5,5, Proteína total 5,3, Albumina 1,6. Urina I leucócitos 5000, hemácias 7000, proteína 3+/4+, nitrito negativo, ausência de cilindros ou cristais. EPF: Hymenolepsis nana.
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Em relação ao caso clínico, marque a alternativa CORRETA.
O paciente possui uma síndrome anêmica de provável causa neoplásica; mielograma e imunofenotipagem são exames a serem solicitados, na sequência, pela suspeita de mielodisplasia.
O achado de esplenomegalia, associado à pancitopenia e epidemiologia, favorece a hipótese de esquistossomose mansônica; a pesquisa de ovos pelo método de Kato-Katz pode ser de auxílio diagnóstico.
Entre as causas de esplenomegalia de origem parasitária a serem consideradas no diagnóstico diferencial estão amebíase, esquistossomose, malária, leishmaniose e teníase.
Himenolepíase é causa de esplenomegalia associada à anemia ferropriva de fácil tratamento com metronidazol e reversão do quadro clínico.