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Forjado por Pierre Nora, na década de 1980, o conceito de lugar de memória é central para os pensamentos patrimonial e museológico contemporâneos. Com relação a este conceito, é CORRETO afirmar que:
Os lugares de memória operam sempre em oposição à coerção de uma consciência histórica celebrativa, que preconiza as narrativas oficiais e a lembrança dos feitos dos donos do poder.
O conceito diz respeito exclusivamente a espaços físicos – como os museus, os arquivos e os cemitérios – nos quais são registrados e enquadrados os fatos do passado, com o intuito de se produzir memórias coletivas.
Os lugares de memória nascem da ideia de ser necessária a criação de suportes materiais para as lembranças, nas situações em que há a produção espontânea de memória.
Os lugares de memória podem ser todo tipo de objeto material, ato simbólico e espaço investido de aura e significação simbólica, que induzem a produção de memória social de forma artificial e não espontânea.