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A Mesa Redonda de Santiago do Chile nos apresentou o conceito de Museu Integral. Tal conceito possui a seguinte conceituação:
“O museu é uma instituição a serviço da sociedade, da qual é parte integrante e que possui nele mesmo os elementos que lhe permitem participar na formação da consciência das comunidades que ele serve; que ele pode contribuir para o engajamento destas comunidades na ação, situando suas atividades em um quadro histórico que permita esclarecer os problemas atuais, isto é, ligando o passado ao presente, engajando-se nas mudanças de estrutura em curso e provocando outras mudanças no interior de suas respectivas realidades nacionais; Que esta nova conceção não implica na supressão dos museus atuais, nem na renúncia aos museus especializados, mas que se considera que ela permitirá aos museus se desenvolverem e evoluírem da maneira mais racional e mais lógica, a fim de melhor servir à sociedade; que, em certos casos, a transformação prevista ocorrerá lenta e mesmo experimentalmente, mas que, em outros, ela poderá ser o princípio diretor essencial.”
Sobre esse conceito, é correto afirmar que:
A Mesa Redonda de Santiago do Chile foi um congresso regional de pesquisadores e trabalhadores de museus ocorrido no ano de 1982.
O movimento buscava promover a integração e sanar as desigualdades sociais na América Latina e países em desenvolvimento através da cultura e inserção dos sujeitos em suas realidades, como atores e agentes de mudanças da realidade local.
Que as técnicas museográficas tradicionais devem ser mantidas e preservadas para estabelecer uma melhor comunicação entre o objeto e o visitante; que o museu deve conservar seu carácter de instituição permanente.
A integração entre grandes museus e museus criados em bairros, isto é, de pequeno porte de nada adiantará no sentido de organizar exposições com o objetivo de informar os habitantes das vantagens e inconvenientes da vida nas grandes.
As escolas não são interpretadas como potenciais incentivadoras a formar coleções e a montar exposições com objetos do patrimônio cultural regional.
Sobre o conceito de musealização, considere as afirmativas a seguir.
I → A musealização produz a musealidade, valor documental da realidade, mas que não constitui a realidade em si.
II → A musealização é um processo científico constituído por todas as atividades que compõem a cadeia operatória da Museologia.
III → A musealização finaliza na institucionalização de um objeto, isto é, na seleção e transferência de um objeto para um museu.
IV → O processo de musealização transforma os objetos em objetos-documento.
Está(ão) correta(s)
apenas II.
apenas I e III.
apenas II e IV.
apenas I, III e IV.
apenas I, II e IV.
Ao selecionar um Courrier, as instituições museológicas devem considerar competência, experiência prévia e habilidade para lidar com os desafios da função. Nesse sentido, o Courrier é responsável por:
Identificar e autenticar obras de arte.
Planejar e executar programas educativos.
Acompanhar as peças em circulação e zelar por elas.
Fazer a gestão financeira e orçamentária.
Tradicionalmente considera-se que a comunicação (C) é a ação de se veicular uma informação entre um ou vários emissores (E) e um ou vários receptores (R), por meio de um canal. É um conceito tão geral que não está restrito às ações humanas, mas é também encontrado no mundo animal e mesmo no mundo das máquinas. Como podemos especificar o conceito de comunicação no contexto dos museus?
A comunicação museológica se faz por meio das exposições e das ações de marketing, não se confundindo com as publicações oriundas dos trabalhos de pesquisa e da educação museal.
A comunicação é um processo que se realiza na interação com o público, que ocorre exclusivamente por meio das exposições de longa duração, temporárias, itinerantes e virtuais.
A comunicação museológica se faz por meio das visitas aos museus e do contato com os educadores ou por meio de áudio-guias.
A comunicação no museu se faz por meio da apresentação dos resultados da pesquisa efetuada sobre as coleções (catálogos, artigos, conferências, exposições) e pelo acesso aos objetos que compõem o acervo (exposições de longa duração e ações educativas).
A comunicação no museu é um processo complexo, pois há muitas mensagens sendo emitidas nas exposições e os receptores, representados pelos diversos públicos, as recebem de formas distintas, por isso cabe aos educadores a recepção do público.
Para o desenvolvimento de um sistema de documentação museológica que seja representativo e funcional, destaca-se a necessidade de criação de vocabulários controlados que têm por objetivo:
Elaborar uma linguagem natural sobre a área tipológica do acervo salvaguardado.
Estabelecer ligação entre os campos de conhecimento do museu, a fim de descrever as informações extrínsecas dos objetos museológicos.
Estruturar relações semânticas determinando conceitos e termos a partir de esquemas hierárquicos que auxiliam a busca de informações.
Organizar lista de assuntos principais sobre as formas de representação do acervo museológico da instituição.
Produzir um manual detalhado das principais áreas relativas ao acervo da instituição museológica.
Waldisa Rússio Camargo Guarnieri (1981) definiu o “fato museal” ou “fato museológico” como:
a identificação da função social, cultural e educativa dos bens patrimoniais pela sociedade.
as atividades desenvolvidas de comunicação, pesquisa e preservação no espaço do museu.
a relação profunda entre o homem, sujeito conhecedor, e o objeto, parte da realidade sobre a qual o homem igualmente atua e pode agir
a aquisição do objeto na instituição museológica a partir da representação de uma dada comunidade.
a ideia-conceito de um objeto tornando-se patrimônio cultural salvaguardado na instituição museológica.
No âmbito da comunicação museológica, Cury (2005) aponta duas posturas de comunicação adotadas pelos museus, sendo essas:
a física e híbrida e a virtual.
a tradicional e a experiencial.
a cognitiva e a comportamental.
a funcionalista e condutivista e a interacionista.
a unilateral e bilateral e a relacional.
De acordo com o livro Conceitos-chave de Museologia (DESVALLÉES; MAIRESSE, 2014), o conceito de Museologia corresponde:
às práticas museológicas.
ao conjunto de reflexão crítica ligada ao campo museal.
ao estudo teórico e técnico das práticas expográficas.
à investigação da função social e estrutural dos museus.
à análise dos diferentes perigos que o objeto museal pode passar.
Durante a 26a Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus (ICOM) foi aprovada, por unanimidade, a atualização da definição de museu. Assinale a alternativa que apresenta a definição atual de museu aprovada pelo ICOM em 24 de agosto de 2022.
Um estabelecimento permanente sem fins lucrativos, com vistas a coletar, conservar, estudar, explorar de várias maneiras e, basicamente, exibir para educação e lazer de valor cultural.
Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade, que pesquisa, coleciona, conserva, interpreta e expõe o patrimônio material e imaterial. Os museus, abertos ao público, acessíveis e inclusivos, fomentam a diversidade e a sustentabilidade. Os museus funcionam e comunicam ética, profissionalmente, e, com a participação das comunidades, proporcionam experiências diversas para educação, fruição, reflexão e partilha de conhecimento.
Um museu é um lugar onde se guardam e exibem coleções de objetos de interesse artístico, cultural, científico, histórico, etc. Costumam ser geridos por instituições sem fins lucrativos que procuram difundir os conhecimentos humanos.
A palavra museu é de origem grega – museîon – e significa a morada ou templo das Musas e designa uma instituição filosófica e um local de contemplação.
O museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe o patrimônio material e imaterial da humanidade e do seu meio envolvente, com fins de educação, estudo e deleite.
A origem da palavra “monumento” vem do grego, mnemosynon, e do latim, moneo, monere, que significa “lembrar”, “aconselhar” ou “alertar”, ou seja, aquilo que traz à lembrança alguma coisa. Nesse sentido, atualmente, chamamos de monumento
tudo o que for edificado por uma comunidade de indivíduos para rememorar algum acontecimento, sacrifício, ritos e/ou crenças, ou fazer com que outras gerações os rememorem.
toda construção e/ou escultura voltada para o culto das tradições populares.
todas as construções voltadas para a arte nacional, a arte da pátria.
todas as edificações antigas maiores do que 150 m2.
todas as obras cuja concepção e manufatura permitem apreciar os grandes artistas e suas técnicas escultóricas e arquitetônicas.
O termo apareceu pela primeira vez no século XVIII e atualmente é compreendido como a faceta prática ou aplicada da Museologia, abarcando todo o âmbito da cadeia operatória museológica de salvaguarda e comunicação. A definição acima define a:
Musealização.
Expografia.
Expologia.
Musealidade.
Museografia.
O conceito de Museu Integral foi proposto e definido em um importante evento no âmbito dos museus. Trata-se de um conceito que visa a tomada de consciência por parte dos museus sobre a sua função social, atuando de forma conectada e integrada com a sociedade, proporcionando à comunidade uma visão de conjunto de seu meio material e cultural. Os princípios de base do Museu Integral estão presentes na:
Declaração de Santiago.
Declaração de Quebec.
Carta de Rio Grande.
Declaração de Caracas.
Carta de Atenas.
Relacione os conceitos apresentados com os termos correspondentes:
(1) Arrolamento
(2) Ficha de Catalogação
(3) Número de Registro
(4) Livro de Tombo
( ) Ferramenta de documentação fundamentada na padronização de metadados e em terminologias controladas.
( ) Ferramenta documental usada para codificação distintiva de um objeto museológico dos demais.
( ) Instrumento documental de controle quantitativo e de identificação primária de objetos museológicos.
( ) Instrumento de documentação que garante a posse legal do objeto institucionalizado.
A sequência, de cima para baixo, que completa os parênteses corretamente é a da alternativa:
4, 3, 1, 2
1, 2, 3, 4
2, 4, 1, 3
1, 3, 2, 4
2, 3, 1, 4
Segundo Waldisa Rússio, o fato museal corresponde:
à forma como o espaço museológico é organizado na sociedade.
à relação profunda entre o homem e o objeto, que ocorre em um dado cenário, neste caso, o museu.
à percepção do homem a respeito do museu e das coleções museológicas.
ao processo de pesquisa, salvaguarda e comunicação que passa o objeto ao ser adquirido pelo museu.
ao estudo dos museus e da Museologia no campo científico.
Néstor García Canclini, em 1997, escreve a primeira edição do seu livro intitulado “Culturas híbridas” no qual se ocupa de apresentar como os conceitos de identidade, cultura, diferença, desigualdade e multiculturalismo, entre outros, são reformulados por ele. Considerando a pesquisa do referido autor, avalie os itens abaixo, em V para verdadeiro e F para falso:
I - O primeiro e principal conceito trabalhado pelo autor é o de hibridização.
II - Sobre o conceito de identidade, Canclini (1997) defende que, tanto os estudos sobre narrativas identitárias como a história dos movimentos identitários, expõem operações de seleção de elementos de épocas diferentes articulados em um relato que lhes dá coerência.
III - O autor sugere que termos como mestiçagem, sincretismo e crioulização sejam eliminados dos estudos nas ciências sociais.
IV - Os processos de globalizadores e como eles acentuam a interculturalidade moderna estão no cerne da pesquisa de Canclini.
A alternativa correta, respectivamente, é:
V, V, F, V
V, F, V, F
V, V, F, F
F, V, V, F
V, V, V, V
A palavra museu tem sua origem ligada ao termo da língua grega antiga Mouseîon, que significava Templo das:
Musas.
Ciências.
Relíquias.
Sabedorias.
Lembranças.
Em relação ao Livro Tombo, documento criado pelo museu, analise as afirmações abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Precisa de um Termo de Abertura e um Termo de Fechamento, quando necessário.
( ) Pode ser rasurado e deve ser manuscrito.
( ) O Número de tombo é o número definido pelo museu para o registro de identificação do objeto no acervo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V.
F – V – V.
V – V – F.
V – F – F.
V – F – V.
Complete as lacunas com os termos apresentados abaixo:
(1) Musealização
(2) Museal
(3) Museológico
(4) Musealidade
I - _______________ é o termo conferido ao objeto que passou pelo processo de institucionalização.
II - ______________ é o termo atribuído ao processo que transforma o objeto em documento.
III - ______________ é a palavra que designa a relação entre a sociedade e seu patrimônio em um determinado contexto.
IV - ___________ é a palavra utilizada para denominar o valor específico de um objeto que passou pelo processo de ____________.
A sequência numérica que completa corretamente as lacunas, respectivamente, é a da alternativa:
3, 1, 2, 4, 1
3, 2, 4, 2, 1
2, 1, 4, 3, 1
3, 4, 2, 2, 1
4, 2, 3, 4, 1
Se a _____________ tira sua força e sua duração do fato de ter por suporte um conjunto de homens, não obstante eles são indivíduos que se lembram, enquanto membros de um grupo. (...) Diríamos voluntariamente que cada _____________ é um ponto de vista sobre a ________________, que este ponto de vista muda conforme o lugar que ali eu ocupo, e que este lugar mesmo muda segundo as relações que mantenho com outros meios.
Assinale a alternativa cujos termos preenchem, correta e respectivamente, as lacunas do texto acima.
memória – memória subjetiva – memória do grupo
memória coletiva – memória individual – memória coletiva
memória coletiva – memória – memória coletiva
memória – memória – memória coletiva
memória – memória individual – memória social
Conforme é apontado por Desvallées e Mairesse (2014), no livro Conceitos-Chave de Museologia, o termo musealização diz respeito:
a uma ciência aplicada, onde ocorre o estudo dos museus e de suas práticas relacionadas.
à operação de extração física e conceitual, de uma coisa de seu meio natural ou cultural de origem, conferindo a ela um estatuto museal.
à proteção de uma coisa ou conjunto de coisas de diferentes perigos, tais com a degradação, a dissociação ou até mesmo o roubo.
à figura prática ou aplicada da museologia, ou seja, é o conjunto de técnicas para preencher as funções museais.
às técnicas ligadas às exposições, estejam elas situadas dentro do museu ou em espaços não museais.