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Os museus são resultado de práticas sociais complexas, voltadas para o presente e o futuro das gerações.
Ao longo do tempo, os museus vêm adquirindo novas funções, como reação à conjuntura social de cada momento histórico. No final dos anos 60 do século passado, diversos movimentos socioculturais, em vários países, como na França, em 1968, protestam contra o conservadorismo da realidade social e, nesse contexto, destacam-se diversas críticas ao comportamento tradicionalista da gestão dos museus. O perfil do museu como instituição e suas coleções “intocadas” são colocados em questão. Os museus são acusados de serem instituições passivas e voltadas para as camadas sociais mais privilegiadas. Com a histórica conferência do ICOM (criado junto à UNESCO) de Paris e Grenoble, em 1971, surge o lema: “o museu a serviço do homem da atualidade, do futuro”.
A respeito desse tema, assinale a alternativa incorreta.
Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, segundo a definição do ICOM, serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público; instituição que adquire, conserva, investiga, comunica e exibe, para fins de estudo, de educação e de deleite, testemunhos materiais do homem e do seu entorno.
A definição de museu adotada pelo ICOM deve ser aplicada às mais diversas situações, tendo que se considerar, no entanto, as limitações resultantes da natureza da entidade responsável, do estatuto territorial, do sistema de funcionamento ou da orientação das coleções da instituição em questão.
Os museus são responsáveis pelo patrimônio natural e cultural, material e imaterial. As autoridades de tutela e todos os responsáveis pela orientação estratégica e a supervisão dos museus têm como primeira obrigação proteger e promover esse patrimônio, assim como prover os recursos humanos, materiais e financeiros necessários para esse fim.
As galerias de arte sem fins lucrativos, os institutos de conservação e as galerias de exposição que dependem das bibliotecas e dos centros de arquivo são admitidos como correspondentes à definição de museu do ICOM.
É essencial que os museus e a museologia possam proporcionar aquilo que o público almeja e que possibilitem a identificação dos indivíduos frente à sua própria cultura.
Documento é todo e qualquer suporte da informação; portanto, além do documento convencional, pode-se admitir que um bem cultural como um monumento, um sítio paisagístico ou mesmo um simples objeto possa ser, também, documento.
Entende-se por acessibilidade a possibilidade e a condição de alcance para utilização, com segurança dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.
Entende-se por bem cultural o objeto compreendido como parte/evidência do mundo natural e social no qual esteja presente e inscrita a representação cultural, o imaginário social, o pensamento coletivo, a memória.
Objeto museológico é aquele que, mesmo não sendo integrado a um museu, é alvo de contínuo processo técnico, científico e administrativo que garante a sua preservação, documentalidade e comunicação, ou seja, é alvo de ações museológicas.
Museologia é o ramo do conhecimento que estuda as teorias, os procedimentos, os conceitos e a organização dos museus.
A definição de que museu deve ser uma instituição sem fins lucrativos reforça a ideia de que qualquer receita adicional gerada pelo museu pode ser utilizada tanto para o apoio da instituição, como para distribuição a associados individuais.
Musealização é a valorização do objeto, ou seja, a seleção desse objeto e sua transferência para o contexto do museu, e sua comunicação por meio de, por exemplo, exposições ou atividades educativas.
Segundo a concepção moderna, museu é uma instituição cultural com acervos estáticos a espera dos visitantes.
A museologia defende que o patrimônio seja transformado em herança e que esta, por sua vez, contribua para a construção e reconstrução da memória social, ou seja, por meio da musealização, estabelece-se uma comunicação entre gerações, para a discussão e recriação de um modelo existencial que englobe não só os comportamentos sociais como as mentalidades a eles associadas.
Os termos museografia e expografia são sinônimos e referem-se às ações de planejamento e materialização de exposições.
Se a acessibilidade a informação e a diversidade forem entendidas como conceitos complementares, o desenvolvimento de ações museológicas ganha novas dimensões, pois não se trata mais de remover barreiras físicas, mas de promover oportunidades igualitárias de usufruto de uma exposição por um público de perfil diversificado, como idosos, cegos, crianças e turistas.
O emprego da expressão lugar de memória para referir-se aos museus históricos decorre de uma estratégia de marketing que visa romper com a tradicional ideia de que museu é lugar de coisa velha.
Os museus devem exercer um papel na resolução de problemas ligados ao meio ambiente e ao desenvolvimento da sociedade, atuando não só como agentes de políticas voltadas para as questões sociais e para o meio ambiente, mas inclusive participando da formulação de políticas culturais e de desenvolvimento.