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O termo “coleção” tem diversas acepções, algumas concernentes ao senso comum e outras definidas de forma distinta em vários campos disciplinares, a exemplo a Arqueologia, a Biblioteconomia e a Arquivologia. No campo da Museologia, Andrés Desvallées e François Mairesse buscaram consolidar as ideias correntes sobre o uso do conceito, discutindo seus usos correntes e a produção de diversos autores, como K. Pomian e Jean Davallon. Segundo Desvallées e Mairesse, qual sentença a seguir faz uma afirmação INCORRETA acerca da definição de “coleção”, na teoria museológica?
Conjuntos de bens evidentemente imateriais (como conhecimentos, rituais, mitos, performances, gestos e instalações efêmeras) podem ser considerados como coleções e incitam o desenvolvimento de novos dispositivos de aquisição e conservação.
Na Museologia, o conceito de “coleção” tem uma acepção única, que o define como “todo conjunto de objetos naturais ou artificiais, mantidos temporariamente ou definitivamente fora do circuito de atividades econômicas, submetido a uma proteção especial em um lugar fechado, mantido com este propósito, e exposto ao olhar”.
Na atualidade, há uma tendência para se adotar uma definição mais ampla de “coleção”, significando qualquer reunião de objetos que conservam sua individualidade e que foram reunidos de maneira intencional, segundo uma lógica específica.
O campo da Museologia admite a existência de coleções em que a mera composição material dos objetos seja secundária com relação à documentação do seu processo de coleta e às informações nela consolidadas.