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Os museus atualmente, passam por uma série de questionamentos quanto ao seu papel social e sua responsabilidade na constituição de acervos oriundos de processos de colonização, violência, devastação do meio ambiente e epistemicídios de povos e territórios do chamado Sul Global. O processo de decolonização dos museus passa, necessariamente, por:
Reforçar a tendência de homogeneização das representações sobre o mundo natural e cultural por meio das exposições.
Promover a exclusividade conferida à ciência como conhecimento válido e reforçar, na sua produção científica e nas ações de educação e divulgação que desenvolvem, ideias de universalidade da ciência.
Legitimar o silenciamento da produção e do conhecimento que tem origem em diferentes grupos culturais e sociais, propondo a ciência como conhecimento válido.
Explicitar o sequestro dos saberes e a negação da pluralidade epistemológica por meio de pesquisas, exposições e demais atividades educativas que desenvolvem.
Problematizar a relação antidialógica entre a ciência e outros conhecimentos nas exposições, valorizando a ciência como o conhecimento válido e contribuindo para o fim do negacionismo.