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Museus são, muitas vezes, espaços excludentes que geram barreiras para o acesso de pessoas e grupos sociais e culturais. Por outro lado, existem experiências museológicas importantes, originadas de iniciativas de grupos e comunidades para a preservação dos registros de suas memórias. Sobre essas experiências, é relevante destacar:
Podem surgir a partir de mudanças no território, com a exclusão de grupos sociais desfavorecidos, que acabam por estimular ações participativas e coprodução de conhecimento sobre os usos e sentidos estabelecidos no espaço.
São cada vez mais desestimuladas por órgãos públicos como o IPHAN e o IBRAM, pois acabam por desconfigurar o espaço público, silenciar a memória oficial, além do que não se enquadram nas concepções mais atuais sobre o patrimônio.
Não permitem compreender a dinâmica sociocultural do território, desvalorizando a forma como os grupos sociais que moram, trabalham ou usam aquele espaço compreendem esse patrimônio cultural.
Promovem barreiras que, por serem invisíveis, tendem a ser minimizadas, mas são tão ou mais determinantes na dificuldade de acesso aos museus quanto as barreiras de caráter físico e material.
Rompem com barreiras de acesso aos museus, já que estas são de fato práticas e não mentais ou psicológicas, muito menos representam o resultado da falta de experiência dos educadores.