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O tradicional cuidado perioperatório tem sido questionado e novos paradigmas de Medicina baseada em evidência vêm mostrando que, nos últimos anos, algumas rotinas e protocolos trazem novas perspectivas visando a diminuição da resposta orgânica ao trauma, complicações cirúrgicas e a recuperação mais rápida dos pacientes. A implementação do protocolo ACERTO (ACEleração da Recuperação TOtal Pós-Operatória) foi uma experiência pioneira no Brasil. Relativo ao projeto
ACERTO responda às questões 26 a 30:
Relativo a realimentação precoce no pós-operatório está INCORRETO afirmar que:
Na abordagem convencional, a realimentação oral no pós-operatório é suspensa até o retorno da função intestinal, com a justificativa da possibilidade de ocorrência de graves vômitos, íleo paralítico, pneumonia por aspiração e deiscência da ferida operatória e da anastomose.
A realimentação precoce é definida pela introdução de alimentos e líquidos nas primeiras 24 horas após a cirurgia, independentemente da presença ou ausência dos sinais que indiquem o retorno da função intestinal.
A realimentação tardia é definida pela introdução de alimentos após 24 horas decorridas da operação, somente depois de sinais de retorno da função intestinal.
O projeto ACERTO defende a realimentação precoce no pós-operatório, exceto em pacientes com anastomose, uma vez que nestes pacientes a realimentação precoce não é segura e está associada, inevitavelmente, a deiscência da anastomose e íleo paralítico.
O aspecto psicológico também deve ser considerado, pois a realimentação precoce melhora o bem-estar do paciente e tem papel importante no processo de recuperação pós-operatória.