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Dentes com tratamento endodôntico têm sua resistência...

Dentes com tratamento endodôntico têm sua resistência diminuída e estão mais propensos a sofrer fratura em virtude da perda de estrutura dentária causada pelo acesso aos condutos durante o preparo, somado à perda de estrutura coronal, especialmente das cristas marginais. A análise do remanescente coronal após seu preparo é muito importante: o remanescente melhora a forma de retenção e de resistência do preparo e diminui as tensões que se formam na interface dente/cimento/pino, pois atua como um absorvedor de tensões provenientes das forças que atuam sobre a coroa, diminuindo, portanto, a possibilidade de descimentação do pino. O núcleo metálico fundido é uma indicação para casos de grande destruição coronal.

Em relação a esses núcleos, deve-se considerar corretamente que:


A

as paredes da coroa preparada devem apresentar uma base de sustentação para o núcleo com espessura mínima de 1 mm; quando não existe estrutura coronal suficiente para propiciar essa base de sustentação, as forças que incidem sobre o núcleo são direcionadas no sentido oblíquo, tornando a raiz mais suscetível a sofrer fratura


B

quando não existe estrutura coronal suficiente para propiciar uma base de sustentação, deve-se preparar uma pequena caixa no interior da raiz com aproximadamente 4 mm de profundidade para criar uma base de sustentação para o núcleo e assim direcionar as forças predominantemente no sentido oblíquo


C

o comprimento ideal do núcleo equivale a um terço do remanescente dentário ou à metade do suporte ósseo que envolve a raiz; um núcleo longo favorece a concentração de estresse em determinadas áreas, causando a fratura da raiz


D

os núcleos intrarradiculares com paredes inclinadas apresentam maior retenção que os de paredes paralelas, também desenvolvem grande concentração de esforços em suas paredes circundantes, o que pode gerar um efeito de cunha e, consequentemente, desenvolver fraturas ao seu redor