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Paciente I. J. M. Jr., 5 anos de idade, acompanhado de responsável, chegou a Unidade Básica de Saúde apresentando fratura oblíqua do dente 61 com perda de estrutura dentária e exposição do tecido pulpar. Segundo relato do responsável, a fratura ocorreu há aproximadamente 20 horas e o elemento dentário apresentou quadro hemorrágico no local da exposição, associada a queixa de sensibilidade térmica, e dor à mastigação.
Baseado no quadro clínico acima, assinale a resposta correta.
O diagnóstico é compatível com laceração dentária, necessitando de intervenção restauradora conservadora, com cimento de hidróxido de cálcio e restauração de resina composta.
Devido à idade do paciente, o traumatismo pode ter como consequências a alteração de cor da coroa e a obliteração do canal radicular, porém sem risco de necrose pulpar ou reabsorção externa.
O tempo de exposição pulpar é compatível com necessidade de tratamento radical da polpa, pois o grau de contaminação local do tecido é amplo.
A decisão por um tratamento conservador (capeamento pulpar direto, pulpotomia) ou radical (pulpectomia, extração) depende da extensão da exposição pulpar, da idade da criança e do tempo decorrido após o traumatismo.
É aconselhada a realização de tomadas radiográficas de controle entre 1 e 4 meses após o acidente. Depois, avalia-se anualmente até́ somente o dente permanente irromper.