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Segundo BARATIERI (2015), os biofilmes bacterianos dentais são compostos de uma grande variedade de espécies que se encontram embebidas em uma matriz de polímeros extracelulares produzidos por elas próprias e pelo organismo hospedeiro. A formação dos biofilmes na boca (e na natureza) segue uma série de estágios que podem ser caracterizados, conforme descrito a seguir, exceto:
Deposição de um fator condicionante do biofilme composto de moléculas na fase planctônica, isto é, da saliva (película adquirida/salivar).
Aderência e coaderência das bactérias, sendo que a coaderência deve ser entendida como processo contínuo durante o desenvolvimento do biofilme.
Crescimento e multiplicação das bactérias aderidas. Durante este estágio, as características das bactérias e a natureza das mudanças no ambiente garantem o crescimento bacteriano e a sucessão, influenciando a composição celular e acelular do biofilme.
Aparecimento de um plateau de acúmulo e crescimento (estabilização), quando se pode dizer que o biofilme está, de certo modo, em desequilíbrio com o seu habitat e com o ambiente.