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Em relação aos cuidados durante o preparo do dente, segundo MEZZOMO (2006), assinale a opção incorreta:
A velocidade na formação de dentina reparadora aumenta com o aumento da profundidade do preparo. Essa relação se mantém apenas quando a dentina remanescente entre a polpa e a junção amelodentinária é, pelo menos, um quarto (1/4) da quantidade original, pois nessa altura o limiar de estimulação atinge seu ponto máximo.
A profundidade do preparo protético é o fator fundamental na avaliação do dano possível de ser causado à polpa, pois a sobrevida dos odontoblastos e a secreção de dentina terciária estão intimamente associados à quantidade de dentina remanescente.
A lesão torna-se mais grave à medida que o preparo se aprofunda aproximando-se dos núcleos. Isso porque o corte dos prolongamentos dos odontoblastos é capaz de causar danos a esses. Esse dano será maior, ou até irreversível, se a distância entre a base do preparo e a polpa for inferior a 0,3 mm, mesmo que mecanismos de refrigeração sejam empregados.
A distância entre a preparação e o tecido pulpar subjacente deve ser maior que 2 mm ou estar entre 3 e 0,5mm. Essa espessura é considerada adequada para prevenir as respostas pulpares aos procedimentos restauradores, mesmo que inadequados.