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A fluoretação das águas de abastecimento público é reconhecida como uma das principais medidas de saúde pública para o controle da cárie em nível coletivo. O município de Baixo Guandu – Espírito Santo, em 1953, foi a primeira cidade do Brasil a implantar essa medida. Porém, vários aspectos relativos às condições bucais de crianças e adolescentes residentes nessa cidade eram comuns a outras regiões do Brasil. Entre essas condições, destaca-se:
A falta de aplicação sistemática de medidas de prevenção parcial da cárie dentária, visto que outros métodos com eficiência comprovada de utilização do flúor tópico dificilmente eram aplicados a adultos no Brasil.
A prevalência restrita da cárie dentária com caráter progressivo, visto que menos de 50% das crianças aos sete anos já estavam com essa doença.
A desproporção entre o volume de trabalho a realizar e a quantidade de cirurgiões-dentistas, pois a quantidade de profissionais formados em nível superior para realizar o tratamento curativo estava muito aquém do necessário, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil.
O custo elevado do tratamento odontológico, visto que a necessidade de equipamentos tecnológicos e de materiais dentários rudimentares e o valor-hora do cirurgião-dentista dificultavam o tratamento curativo em nível populacional.
A falta de tratamento adequado no momento propício, visto que, a partir do surgimento da primeira lesão cariosa na infância, as curvas de incidência apresentavam um caráter gradual na adolescência e no início da fase adulta.