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A polpa dentária está comprometida em sua capacidade de responder às agressões externas por estar confinada em um ambiente não expansível e por não possuir circulação lateral suficiente. Após a realização de uma restauração de um canino superior, com resina composta, um paciente apresenta dor intermitente, que desaparece com uso de analgésico e anti-inflamatório, tornando a polpa dentária assintomática. Porém, com alguns meses de acompanhamento radiográfico, observa-se o aparecimento de lesão periapical, que indica a necessidade de tratamento endodôntico. Entre as causas possíveis para a necrose pulpar, é INCORRETO considerar:
A produção de calor por instrumentos de alta rotação durante a preparação cavitária ou polimerização de resinas como causa do aumento da temperatura intrapulpar e, posteriormente, sua necrose.
A injeção de solução anestésica com vaso constrictor como uma das principais razões para a necrose pulpar nesses casos, visto que ela diminui o fluxo sanguíneo permanentemente.
O ressecamento durante o preparo cavitário como causa da aspiração do núcleo dos odontoblastos para dentro dos túbulos dentinários, que leva à inflamação pulpar e necrose posterior.
A contaminação durante o processo carioso e a reação pulpar que ocorre desde os estágios iniciais da doença até sua remoção por procedimentos restauradores, que podem afetar o tecido pulpar irreversivelmente.
A aplicação de agentes condicionadores ácidos na dentina que pode promover agressão química e ao mesmo tempo facilitar a entrada de bactérias na polpa, resultando em necrose.