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Ao finalizar um atendimento odontológico, o...

Ao finalizar um atendimento odontológico, o cirurgião-dentista (CD) da rede pública de saúde do município de Ceres perfurou acidentalmente seu dedo após tentativa de reencapar manualmente uma agulha utilizada em um paciente durante um procedimento cirúrgico. O CD observou sangramento no local perfurado e imediatamente lavou as mãos com água corrente e sabão para, posteriormente, passar as instruções pós-operatórias para o paciente. Considerando o fato apresentado e os protocolos de segurança em odontologia e em toda a área da saúde, verifica-se o seguinte:


A

o CD só fará a coleta de sangue se o paciente-fonte for positivo ou desconhecido para HIV, Hepatite B e C. Se o paciente-fonte for negativo não é necessário o acompanhamento sorológico do profissional.


B

se durante o acompanhamento ocorrer novo acidente com o profissional, não há necessidade de submeter-se ao protocolo novamente, pois os procedimentos já realizados no primeiro contato têm validade de um ano.


C

caso necessário, o protocolo antirretroviral deve ser iniciado o mais rápido possível, após essa exposição, dentro de um período máximo de sete dias após o acidente, para que se tenha a eficácia profilática necessária.


D

o cirurgião-dentista do caso apresentado não poderia ter lavado o ferimento com água e sabão, pois esse procedimento pode aumentar as chances de contaminação.


E

como medida de precaução para acidentes ocupacionais, recomenda-se não reencapar, entortar, quebrar ou remover as agulhas das seringas. Porém, para agulha em seringa carpule, caso necessário, esse reencape deve ser realizado com muito cuidado, manualmente, encaixando a tampa na agulha.