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Após a instalação de uma alteração patológica irreversível...

Após a instalação de uma alteração patológica irreversível no tecido pulpar, é necessário realizar o controle da infecção de origem endodôntica através da técnica de tratamento dos canais radiculares com a sua obturação. Para se obter uma adequada desobstrução, preparo e correto preenchimento do canal radicular, é importante ter conhecimento da anatomia interna dos dentes, uma vez que os canais radiculares podem variar em número, tamanho, forma, entre outros. Destarte, em relação ao 1º molar inferior, é correto afirmar que:


A

possui câmara pulpar retangular, na maioria dos casos apresenta três raízes e três canais radiculares. Pode apresentar raízes separadas ou com diferentes formas de fusionamento e por isso a sua abertura é menor e mais centralizada do que os demais dentes do seu grupo.


B

a raiz mesial apresenta anatomia interna normalmente mais complexa pela presença de dois canais. No sentido mesiodistal, a câmara possui formato retangular, com pequena distância oclusopulpar e por isso deve-se ter cuidado no manuseio devido ao risco de lesionar a furca.


C

possui três raízes e três canais, sendo a raiz lingual a de maior dimensão, seguida pela raiz distovestibular e da mesiovestibular. Devido a ser um dente volumoso, exibe uma forma de conveniência triangular mais ampla que os demais dentes deste grupo.


D

geralmente apresenta duas raízes bem desenvolvidas. Embora possa ocorrer variedade do número de raízes, este dente usualmente apresenta apenas dois canais. O contorno da sua câmara pulpar na parte cervical tem a configuração de um rim pelo achatamento mesiodistal.


E

as raízes desse dente são mais retas e menos divergentes do que as do dente anterior a ele, sendo a mesial em forma de rim ou de 8 e a distal em formato oval. A câmara pulpar tem formato retangular, onde observa-se no sentido mesiodistal que o canal distal é o maior.