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O cimento de fosfato de zinco é considerado como um dos materiais mais antigos usados em Odontologia. É formado de pó e líquido que devem ser proporcionados antes de serem misturados. O pó contém mais de 75% de óxido de zinco e até 13% de óxido de magnésio. O líquido contém ácido fosfórico (38% a 59%), fosfato de alumínio (2% a 3%), e em alguns casos, fosfato de zinco (até 10%). O tipo de proporcionamento e manipulação do cimento de fosfato de zinco é notável, pois a falta de rigor técnico compromete a espessura de película e formação da linha de cimento coesa. Um exemplo disso é o uso da placa de vidro levemente resfriada como método para aumentar o tempo de trabalho do material. Outros detalhes do modo de trabalho deste cimento também são importantes e devem ser sempre seguidos para que a etapa final de cimentação seja conduzida livre de erros.
Em relação à proporção, manipulação e presa do fosfato de zinco, e CORRETO afirmar:
A quantidade de líquido indicado pelo fabricante deve ser sempre colocada primeiro na placa de vidro. O pó é medido e colocado ao lado do líquido logo em seguida. Isso deve ser feito em razão da evaporação da água resultar na diminuição da velocidade química da reação de presa. A perda de água do líquido aumenta o tempo de presa. Por sua vez, a incorporação de água adicional durante a mistura acelera a presa.
O líquido é medido e colocado sobre a placa de vidro. Em seguida, o pó é proporcionado e colocado próximo ao conteúdo líquido. A manipulação deve ser feita de maneira gradual para evitar a excessiva produção de calor e água. No início da mistura, pouco pó deve entrar em contato com líquido. O ácido fosfórico dissolve o óxido de zinco, que então reage com o fosfato de alumínio para formar um gel de aluminofosfato de zinco ao redor das partículas de óxido de zinco que permaneceram não dissolvidas. O cimento endurecido contém óxido de zinco que não reagiu envolvido pela matriz amorfa de aluminofosfato de zinco.
O pó é medido e colocado primeiro para que, em seguida, a quantidade de líquido, determinado pelo fabricante, seja dispensada sobre a placa de vidro. A incorporação do pó ao líquido é sempre gradual, com cada incremento de pó sendo misturado e espalhado ao máximo sobre a placa de vidro. Depois que a última porção do pó é misturada, gotas de água são acrescentadas à mistura para permitir a dissipação do calor e, dessa forma, aumentar o tempo de trabalho do cimento.
Pó e líquido são colocados sobre a placa de vidro. A manipulação precisa ser a mais rápida o possível, de modo a evitar a produção de calor excessivo. Assim, o pó é levado inteiramente ao líquido. A reação química ocorre imediatamente com a formação de aluminofosfato envolvendo as partículas de óxido de zinco que não foram completamente consumidas.
Pó e líquido são proporcionados sobre a placa de vidro. A manipulação deve ser feita de forma gradual. Pouco pó entra em contato com o líquido no início da mistura. Com o passar do tempo, o restante do pó é incorporado, mas sempre de forma incremental. Os componentes do líquido são importantes para o controle do pH da mistura e a taxa de reação ácido-base com o pó. Ao diminuir o contato do fosfato de zinco com o ácido fosfórico, a liberação de calor é menor e a formação de água é reduzida. Estes dois eventos determinam que a estrutura do cimento permaneça fluida por mais tempo e, assim, facilite sua inserção no interior das restaurações indiretas.