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O atendimento odontológico de pacientes diabéticos sempre representou um desafio à prática da profissão do cirurgião-dentista. O ambiente considerado mais propício para que se possa assegurar um completo atendimento ao paciente diabético talvez seja o hospitalar, onde fica mais fácil a reunião dos diversos profissionais necessários ao acompanhamento do paciente.
No atendimento odontológico do paciente diabético, é importante saber que
os anti-inflamatórios não esteroides e alguns antibióticos podem diminuir os efeitos hipoglicemiantes dos medicamentos utilizados pelo paciente com diabetes mellitus, podendo levá-lo a um quadro de hiperglicemia.
as soluções anestésicas locais que contêm epinefrina podem ser empregadas exclusivamente em diabéticos não dependentes de insulina, controlados ou descompensados, nos diferentes procedimentos odontológicos, obedecendo as doses máximas recomendadas.
as principais condições sistêmicas do paciente diabético que favorecem o desenvolvimento da doença periodontal são comprometimentos vasculares, metabolização deficiente de colágeno e proteína e resposta hiperinflamatória aos processos agressivos existentes na cavidade bucal.
a ansiedade aguda e o medo relacionados ao tratamento odontológico podem induzir a uma maior secreção de catecolaminas pelas suprarrenais, desencadeando o processo de glicogenólise hepática, o que leva a diminuição dos níveis de glicemia do paciente diabético.
a sedação inalatória não é uma opção segura para sedação consciente, como medicação pré-anestésica, para os pacientes diabéticos, já o uso dos benzodiazepínicos, nas doses e nos esquemas habituais, está plenamente indicado.