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Muitos cirurgiões-dentista ainda demonstram insegurança no...

Muitos cirurgiões-dentista ainda demonstram insegurança no atendimento às gestantes. Não é raro o próprio profissional sugerir que o tratamento odontológico seja adiado para após o nascimento do bebê, ou seja, no período de lactação. Como consequência, um simples problema dentário, de fácil solução, muitas vezes se agrava durante o curso da gestação, prejudicando a mãe e o feto. Em relação ao atendimento odontológico da gestante e da lactante, marque a alternativa correta.


A

Frente às urgências odontológicas (pulpites, abcessos, etc.), o tratamento não deve ser adiado, independente do período gestacional, pois as consequências da dor e da infecção podem ser muito mais maléficas à mãe e ao feto do que aquelas decorrentes do tratamento odontológico.


B

A partir do 6º mês de gestação, especialmente nos seus estágios mais avançados, o feto pode exercer uma pressão sobre as veias abdominais, diminuindo o retorno venoso dos membros inferiores, predispondo a gestante à hipotensão postural. Como medida preventiva, deve-se colocar a paciente na posição sentada ou deitada de lado, preferencialmente para o lado direito.


C

No período decorrido entre a fecundação até os três primeiros meses de gravidez, ocorrem as principais transformações embriológicas (organogênese), sendo o período mais indicado para o tratamento odontológico eletivo, devido à menor vulnerabilidade do feto.


D

O metabolismo dos agentes anestésicos na forma livre é uma fase importante de sua farmacocinética. Como o fígado do feto ainda não possui um sistema enzimático maduro, a metabolização dos anestésicos é mais lenta do que nos adultos. A metabolização hepática da lidocaína é de 2 a 3 vezes mais lenta que a mepivacaína, daí a preferência desta última para uso em gestantes.