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A infecção endodôntica se desenvolve em canais radiculares destituídos de defesas do hospedeiro ou como consequência de necrose pulpar (como sequela de cáries, trauma, doença periodontal ou procedimentos operatórios iatrogênicos) ou por remoção da polpa para tratamento. Considerando-se COHEN e HARGREAVES, sobre as vias de infecções do canal radicular, assinalar a alternativa CORRETA:
É demonstrado que, normalmente, a invasão bacteriana dos túbulos dentinários ocorre mais rapidamente em dentes vitais do que nos desvitalizados.
Fatores como a esclerose dentinária abaixo de uma lesão cariosa profunda, dentina terciária, smear layer e a deposição intratubular de fibrinogênio reduzem a permeabilidade da dentina, porém, não são capazes de impedir a progressão bacteriana para a polpa através dos túbulos dentinários.
Enquanto a polpa é vital, a exposição dentinária não representa uma rota significativa para infecção pulpar, exceto quando a espessura da dentina é consideravelmente reduzida e a permeabilidade da dentina é significativamente aumentada.
Os micro-organismos oriundos dos biofilmes subgengivais associados à doença periodontal podem também ter acesso à polpa através dos túbulos dentinários, na região cervical do dente e nos forames lateral e apical, ou, ainda, podem ter acesso ao canal radicular, porém, somente durante a intervenção endodôntica profissional.