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Durante uma visita da ESF ao lar da família Lima, o CD avaliou o menor Mateus, com diagnóstico de paralisia cerebral do tipo espástica, epilepsia, rigidez muscular, espasmos musculares e contratura em flexão das falanges e do punho direito e esquerdo, mas com maior amplitude de movimento no direito. A sua higiene é realizada por sua mãe, mas estava insatisfatória, pois a mãe relata fechamento abrupto do Matheus nas tentativas de manutenção de abertura de boca.
Sobre o caso descrito, pode-se destacar, como atitude assertiva do profissional:
Realizar consultas preventivas mensais, para prevenção de cárie e doença periodontal, já que a higiene bucal não atinge os níveis de excelência esperados.
Utilizar selante em todos os molares e pré-molares do jovem como fator preventivo, já que a higiene não atingirá níveis de excelência.
Prescrever dispositivos interoclusais, como protetores bucais, com a finalidade de evitar fratura dentária durante as crises epilépticas.
Treinar a família para que consigam, com auxílio de abridores de boca adaptados, escova de cerdas macias e fio dental com haste ou porta-fio, realizar a higiene oral do Mateus.
Encaminhar o jovem para atendimento hospitalar, uma vez que a epilepsia é fator de grande risco para o atendimento no consultório odontológico.