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A histopatologia clássica da lesão de cárie em esmalte na superfície proximal baseia-se na mancha branca localizada abaixo do ponto de contato. A lesão apresenta-se triangular em cortes histológicos realizados no longo eixo do dente e passando pela parte central da lesão, com sua base voltada para a superfície do esmalte e ápice em direção à polpa dentária.
Esse aspecto é explicado pela:
anatomia da região proximal, que permite acúmulo de biofilme microbiano, o qual não é removido periodicamente pelas forças mastigatórias fisiológicas;
dissolução do esmalte, que segue a direção dos prismas com intensidade modulada pela microdistribuição do biofilme na superfície dentária abaixo do ponto de contato;
variabilidade microbiana na região proximal, devido à presença do sulco gengival, gerando um microambiente que seleciona espécies mais acidúricas e resistentes;
presença de polissacarídeos extracelulares no biofilme da região proximal, que inibem de forma seletiva a perda mineral do esmalte abaixo do ponto de contato;
utilização de dentifrícios fluoretados, o que torna a superfície do esmalte mais resistente à dissolução do que as camadas internas, causando diferenças na profundidade da lesão.


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