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A histopatologia clássica da lesão de cárie em esmalte na superfície proximal baseia-se...

A histopatologia clássica da lesão de cárie em esmalte na superfície proximal baseia-se na mancha branca localizada abaixo do ponto de contato. A lesão apresenta-se triangular em cortes histológicos realizados no longo eixo do dente e passando pela parte central da lesão, com sua base voltada para a superfície do esmalte e ápice em direção à polpa dentária.

Esse aspecto é explicado pela:


A

anatomia da região proximal, que permite acúmulo de biofilme microbiano, o qual não é removido periodicamente pelas forças mastigatórias fisiológicas;


B

dissolução do esmalte, que segue a direção dos prismas com intensidade modulada pela microdistribuição do biofilme na superfície dentária abaixo do ponto de contato;


C

variabilidade microbiana na região proximal, devido à presença do sulco gengival, gerando um microambiente que seleciona espécies mais acidúricas e resistentes;


D

presença de polissacarídeos extracelulares no biofilme da região proximal, que inibem de forma seletiva a perda mineral do esmalte abaixo do ponto de contato;


E

utilização de dentifrícios fluoretados, o que torna a superfície do esmalte mais resistente à dissolução do que as camadas internas, causando diferenças na profundidade da lesão.