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A condução adequada das urgências endodônticas no ambiente clínico exige do cirurgião-dentista não apenas o domínio técnico dos procedimentos operatórios, mas também o entendimento criterioso das indicações medicamentosas. Um dos erros mais comuns na prática clínica é a prescrição indiscriminada de antibióticos em quadros de pulpite irreversível, muitas vezes motivada pela intensidade da dor relatada pelo paciente. No entanto, a literatura científica e os protocolos endodônticos reforçam que a dor, por si só, não configura indicação clínica para uso de antibióticos, especialmente em infecções localizadas no tecido pulpar, sem sinais de disseminação sistêmica.
Diante desse contexto, analise as sentenças a seguir, que tratam da conduta medicamentosa em casos de pulpite irreversível sintomática:
I. A administração empírica de antibióticos em casos de pulpite irreversível não está indicada, mesmo quando há dor intensa, pois a infecção permanece restrita à câmara pulpar, sendo a intervenção local a medida resolutiva.
II. A antibioticoterapia em odontologia deve ser reservada aos casos em que há evidências clínicas ou sistêmicas de disseminação infecciosa, como febre, linfadenopatia, trismo ou envolvimento de espaços faciais.
Com base na literatura técnica sobre emergências endodônticas, assinale a alternativa CORRETA:
As duas sentenças são verdadeiras, e a sentença I justifica a sentença II.
As duas sentenças são verdadeiras, mas a sentença I não justifica a sentença II.
A sentença I é verdadeira, e a sentença II é falsa.
A sentença I é falsa, e a sentença II é verdadeira.
As duas sentenças são falsas.


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