Um homem de 48 anos de idade procurou atendimento odontológico por dor de dente intensa. Ainda na sala de espera, foi aferida a pressão arterial (PA) de 120 x 80 mmHg. Na anamnese, relatou ser portador de hipertensão arterial controlada. No exame físico, foi verificado grande edema na região de fundo de sulco vestibular correspondente ao dente 13. Após a análise da imagem radiográfica, foi sugerido o diagnóstico de abscesso periapical. No momento da intervenção, o paciente encontrava-se agitado e com sudorese intensa. Decidiu-se, então, aferir novamente a PA, obtendo-se o resultado de 170 x 90 mmHg, em dois momentos distintos.
Considerando essas informações, a conduta adequada para o caso é
prescrever medicação analgésica e anti-inflamatória não esteroide para controle dos sintomas de urgência e agendar retorno do paciente em 7 dias, para se executar o procedimento operatório.
encaminhar o paciente a um cardiologista, para a avaliação do controle da hipertensão, e, posteriormente, realizar o procedimento operatório de urgência.
realizar o procedimento em nível ambulatorial, com controle de ansiedade, verbal e/ou medicamentoso, e, caso constatado o retorno aos níveis normais da PA, solucionar a situação de urgência.
realizar o procedimento em nível ambulatorial, tendo a cautela de utilizar anestésico local de longa duração sem vasoconstritor, com limite máximo de 1 tubete.
realizar o procedimento operatório de urgência sob anestesia geral, tendo em vista a evidente instabilidade no controle da pressão arterial.