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Uma mulher com 35 anos de idade compareceu à clínica odontológica queixando-se da perda recente da restauração do dente 46. Na anamnese, relatou que havia 5 anos que tinha quebrado o dente comendo pão (depois soube que havia cárie), foram realizados tratamento endodôntico e restauração em amálgama. Após isso, passou a ter dores frequentes no dente ao mastigar e constante inflamação na região da papila distal até a perda da restauração. O exame físico revelou padrão de higienização adequado e facetas de desgaste nos dentes posteriores, características de parafunção. Observou-se uma trinca que se iniciava na crista mesial do dente, estendendo-se até o assoalho da câmara pulpar, conforme mostra a figura a seguir. Ademais, o exame radiográfico do dente 46 demonstrou tratamento endodôntico satisfatório e margem distal da cavidade ao nível da crista óssea.

Com base no caso clínico apresentado, avalie as afirmações a seguir.
I. Após tratamento endodôntico, é indicado uso de retentor intrarradicular, para aumentar a resistência do dente e a retenção da restauração em amálgama.
II. A amplitude da restauração em amálgama, o remanescente dentário, a ausência da parede distal e o fato de o paciente apresentar parafunção, provavelmente, contribuíram para a trinca existente.
III. A inflamação constante na região da papila distal do dente 46 teria sido evitada se a matriz e a cunha tivessem sido corretamente utilizadas na execução da restauração.
IV. Após a endodontia, poderia se indicar a base ou o preenchimento com resina composta de baixa contração, seguindo-se a realização de coroa total ou onlay com cobertura das cúspides.
É correto apenas o que se afirma em
I e IV.
II e III.
II e IV.
I, II e III.
I, III e IV.