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Um cirurgião-dentista encaminha para avaliação histopatológica uma biópsia de mucosa oral clinicamente descrita como placa branca não removível. O patologista observa epitélio escamoso estratificado com alterações citológicas discretas, incluindo hipercromasia nuclear e leve aumento da relação núcleo/citoplasma, associadas a alterações arquiteturais focais, como perda de polaridade basal e discreta estratificação irregular. Não há sinais de invasão do tecido conjuntivo. O clínico questiona o significado prognóstico do laudo e sua relação com o conceito atual de desordens potencialmente malignas. Com base nas atualizações da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022) sobre as desordens potencialmente malignas e displasias epiteliais orais, assinale a alternativa CORRETA:
A presença de uma desordem potencialmente maligna implica obrigatoriamente a identificação histológica de displasia epitelial oral.
As desordens potencialmente malignas orais correspondem a entidades clínicas associadas a risco aumentado de carcinoma de células escamosas, enquanto a displasia epitelial oral representa um diagnóstico histopatológico distinto, sendo o principal marcador morfológico de risco de transformação maligna.
A displasia epitelial oral deve ser considerada uma entidade clínica, sendo o termo desordem potencialmente maligna reservado apenas para achados histológicos.
Alterações citológicas leves, quando isoladas, não são reconhecidas pela OMS (2022) como critérios válidos para o diagnóstico de displasia epitelial oral.
A OMS (2022) estabelece que o risco de transformação maligna é semelhante em todas as desordens potencialmente malignas, independentemente da presença ou do grau de displasia epitelial oral.