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Considerando que só há desenvolvimento de lesões de cárie nas superfícies dentárias onde, necessariamente, ocorra acúmulo de biofilme (placa) dental (fator necessário) e este seja frequentemente exposto a açúcares da dieta (fator determinante), o meio mais racional de controlar cárie é aquele que interfere nos fatores etiológicos da doença cárie. Estrategicamente falando, nenhuma outra abordagem para o controle da cárie demonstrou tamanho sucesso em nível mundial como o uso de fluoretos.
(Cury & Tenuta, 2013.)
Diante do exposto, é correto afirmar que:
O fluoreto interfere no processo de desenvolvimento de lesões de cárie reduzindo a desmineralização; mas não tem ação sobre os minerais perdidos tanto pelo esmalte quanto pela dentina.
Com o mecanismo de ação essencialmente local, a chave para o sucesso do fluoreto como agente anticárie está em manter altas concentrações de fluoreto na cavidade bucal para interferir no processo de desenvolvimento de lesões de cárie.
As pessoas não são totalmente eficientes para limpar todas as superfícies dentais durante a escovação, sendo muito difícil mantê-las motivadas para uma limpeza perfeita por mais de três meses. Apesar disso, o fluoreto é capaz de reagir com superfícies dentais cobertas por residuais de biofilmes não totalmente removidos.
Quando a água otimamente fluoretada é ingerida regularmente ou alimentos cozidos com ela são diariamente consumidos, aumenta-se, ligeiramente, a concentração de fluoreto na saliva. Este aumento na concentração basal de fluoreto na saliva, embora pequeno é suficiente para manter os fluidos bucais supersaturados em relação ao mineral fluorapatita, aumentando a capacidade remineralizante salivar.