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Paciente F. G. C. S., 42 anos de idade, normoclusal, procurou o serviço odontológico da Unidade Básica de Saúde com queixa de sensibilidade dentária e parte da restauração de amálgama no elemento 26 (O) fraturada. Após exame clínico, verificou-se que a sensibilidade era oriunda de estímulos dietéticos e térmicos específicos, e que a restauração apresentava perda do material restaurador há cerca de 1 ano, com exposição da base protetora de cimento de fosfato de zinco (CFZ), porém clinicamente íntegra e baixo sinal clínico de solubilidade. Como tratamento, optou se pela remoção total da restauração fracassada e realização de uma nova restauração, desta vez com resina composta.
Com base nos achados clínicos acima, assinale a alternativa correta.
Apesar da porção restante da restauração de amálgama e da base protetora de CFZ apresentarem-se satisfatórias, do ponto de vista das propriedades mecânicas do material restaurador um reparo na restauração torna-se completamente inviável, independentemente da extensão da fratura e do tempo de exposição.
Para restaurações de amálgama, o cimento de fosfato de zinco é uma base efetiva, pois apresenta bom isolamento térmico, baixa solubilidade e excelente resistência à compressão. No entanto, em caso de uso em pacientes jovens o pH baixo (acidez) pode induzir à necessidade de um material para forramento com finalidade de proteger o complexo dentina-polpa.
A vida útil de uma restauração de amálgama é definida por fatores, como a qualidade e composição do material, habilidade técnica de quem a executa, e dos hábitos do paciente. No caso acima, o desempenho clínico de restaurações de amálgama de prata está intimamente relacionado à falha de união adesiva entre o material restaurador e a base protetora de CFZ.
Diante de uma dentina esclerosada remanescente, o cimento de hidróxido de cálcio, seguido de sistema adesivo, podem ser considerados como estratégia de proteção pulpar para a restauração de resina composta.
A cavidade oclusal do elemento 26 precisa ser modificada (repreparo) para receber a nova restauração de resina composta, uma vez que preparos retentivos de amálgama podem induzir aumento do fator C de configuração cavitária, gerando maior sensibilidade pós-operatória.