Imagem de fundo

Com a revolução da ciência e o advento do progresso pela sociedade industrial e sua nec...

Com a revolução da ciência e o advento do progresso pela sociedade industrial e sua necessidade de ampliar a produção, o corpo passa a ser visto como instrumento a serviço da produtividade e, consequentemente vai perdendo sua espontaneidade e força de expressão; o seu controle e disciplinamento se faz necessário frente às ações rotineiras do trabalho. Diante do exposto, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Segundo Foucault (1983) a sociedade estabelece uma relação de poder no controle dos corpos, buscando sua docilidade e submissão. Esta ação mecanicista vai fortalecer o modo de produção capitalista e vê o homem como um ser que pode ser manipulado, sujeito a controle e exploração.


B

A civilização industrial acentua a distinção entre trabalho corporal (manual) e trabalho intelectual, sendo que o manual sempre foi destinado às classes inferiores, pela ideia de ser mais físico (pouco pensante), exigente na condição do vigor físico, e o intelectual é destinado à classe dominante, por ser mais nobre, de racionalidade, de projeção e abstração.


C

No sistema capitalista, o domínio da natureza pela tecnologia interfere diretamente nas relações do homem com sua corporalidade, empobrecendo suas vivências corporais, pela exigência de produção em massa (série) e crescente mecanização de sua forma de produção. Neste contexto, o corpo é reduzido a um objeto, tratado como mercadoria, entendido quase sempre fora de um contexto mais amplo. Visto desta maneira, o corpo passa a ser um artefato que deverá estar preparado/aperfeiçoado para desempenhar da melhor forma possível os movimentos dentro dos padrões de rendimento exigidos pela ciência e pela tecnologia.


D

A produção criativa, pela qual o homem expressa sua totalidade, é transformada em tempo de trabalho e absorvida pelo capital. A automatização física não priva a manifestação do espírito, nem aliena o corpo do trabalhador, como também não o deforma pela precariedade de movimentos (Engels.F. apud Gonçalves, 1994:63).


E

Marx, in Gonçalves (1994), refere-se à corporalidade humana a partir de uma visão de totalidade. Ou seja, o homem, ao afirmar-se no mundo objetivo, o faz em todos os sentidos, não somente em pensamento, não havendo dissociação entre consciência e corpo. Consequentemente, o homem é seu corpo e humaniza-se na medida em que se relaciona com os outros. Portanto, pensar em um ser de relações só é possível a partir do princípio da totalidade.