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Entende-se que uma pedagogia para a autonomia se constitui em uma direção defensável para a supervisão, promovendo nos professores e nos seus alunos 'a competência para se desenvolverem como participantes autodeterminados, socialmente responsáveis e criticamente conscientes em (e para além de) ambientes educativos, por referência a uma visão da educação como espaço de emancipação (inter)pessoal e de transformação social'.
(Jiménez Raya et al., 2007, p. 1). VIEIRA, Flávia. Para uma visão transformadora da supervisão pedagógica. Educ. Soc. vol.30 no.106 Campinas Jan./Apr. 2009.
De acordo com o excerto acima, sabe-se que somente esta visão de educação garantirá que a autonomia do educador se construa em estreita ligação com a autonomia dos educandos e não à sua margem, instituindo a autonomia como interesse coletivo. No cenário proposto, podemos avançar alguns princípios reguladores de uma prática supervisiva de natureza transformadora e orientação emancipatória, EXCETO:
A articulação entre prática reflexiva e pedagogia para a autonomia, com reflexos na definição das finalidades, conteúdos e tarefas da supervisão.
As atividades supervisiva e pedagógica são dissociáveis, fazendo parte de projetos diferentes, em que a intenção final é a formação de professores investigadores.
A avaliação participativa dos processos e dos resultados do desenvolvimento profissional e da ação pedagógica, mediante critérios de qualidade definidos à luz de uma visão transformadora da educação.
O desenho, a realização e a avaliação de planos de intervenção, em que o professor desafie os limites da sua liberdade e explore os campos de possibilidades no ensino e na aprendizagem, por referência a uma visão transformadora da educação escolar.
A promoção da comunicação dialógica, através do cruzamento de experiências, interesses, expectativas, necessidades e linguagens, num processo interativo que se caracteriza por um elevado grau de contingência, simetria e democraticidade, facilitador da construção social do saber.