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De acordo com Perrenoud (2000), na escola primária ou no...

De acordo com Perrenoud (2000), na escola primária ou no ensino médio, o domínio da individualização dos percursos visa, sobretudo, ao não-aumento das desigualdades em relação à formação. Trata-se, pois, de enfatizar as discriminações positivas, de favorecer os desfavorecidos de sempre contra uma individualização selvagem que aumenta as variações ou, pelo menos, não contribui para sua redução. O autor distingue três níveis de organização nos quais pode ocorrer a individualização dos percursos de formação, sendo um deles:


A

aquele da organização didático-pedagógica global, do plano de formação, que autoriza e encoraja itinerários personalizados, por meio da criação das unidades de formação cuja concepção e encadeamento tornam mais ou menos propícios à individualização.


B

aquele das práticas que constroem experiências subjetivas diferentes no grupo de formação, propiciando a individualização, quer seja estável, por exemplo, uma aula, quer seja efêmero, por exemplo, um grupo de projeto.


C

aquele das unidades de formação, como entidades temáticas colocadas sob a responsabilidade de um ou de vários formadores, que permitem diversos tipos de agrupamentos e de dispositivos.


D

aquele da organização escolar, como entidades de formação temáticas colocadas sob a responsabilidade de um ou de vários formadores, que permitam diferentes tipos de itinerários personalizados.


E

aquele da organização didático-pedagógica global, no plano de práticas de diferenciação que autoriza e encoraja itinerários diferentes, por meio das unidades de formação colocadas sob a responsabilidade de um ou de vários formadores, que permitem diversos tipos de agrupamentos e de dispositivos.