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Analisar a escola como espaço sociocultural significa compreendê-la na ótica da cultura, sob um olhar mais denso, que leva em conta a dimensão do dinamismo, do fazer-se cotidiano, levado a efeito por homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, negros e brancos, adultos e adolescentes, enfim, alunos e professores, seres humanos concretos, sujeitos sociais e históricos, presentes na história, atores na história. Falar da escola como espaço sociocultural implica, assim, resgatar o papel dos sujeitos na trama social que a constitui, enquanto instituição. (DAYRELL, 2006, p. 136).
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De acordo com o texto, a escola como espaço sociocultural é entendida como
um espaço social próprio, uma complexa trama de relações entre os sujeitos envolvidos, que incluem alianças e conflitos. Fruto de ação recíproca entre o sujeito e a instituição, esse processo, como tal, é heterogêneo.
uma instituição única, com os mesmos sentidos e objetivos, tendo como função garantir a todos o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente acumulados pela sociedade, materializado nos programas e livros didáticos.
o lugar de ensinar e aprender o conhecimento acumulado com a ênfase centrada nos resultados da aprendizagem; o que é valorizado são as provas e as notas, e a finalidade da escola se reduz a “passar de ano”.
um espaço no qual o processo ensino-aprendizagem ocorre numa homogeneidade de ritmos, estratégias e propostas educativas para todos, independentemente da origem social, da idade, das experiências vivenciadas.
uma instituição na qual a diversidade dos alunos é apreendida na ótica da cognição ou na ótica do comportamento (bom ou mau aluno, obediente ou rebelde) sem levar em conta a totalidade da dimensão humana dos sujeitos.