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Paro (2001) defende que, de modo sintético, a autonomia escolar pode ser entendida como se referindo a duas dimensões que se interpenetram: autonomia pedagógica e a autonomia administrativa.
De acordo com o autor, é correto afirmar que a autonomia
pedagógica está circunscrita às escolhas docentes, excluindo-se, dessa forma, as manifestações ou intervenções dos discentes ou dos responsáveis.
administrativa é plena e prescinde dos limites da ação do Estado, cabendo decisão estrita dos docentes a respeito de métodos e gerenciamento de recursos.
pedagógica é expressa em comportamentos, tendo em vista que o currículo e o planejamento já são integralmente determinados pela BNCC e prescritos pela Rede de Ensino.
administrativa deve ser democrática, e não se restringe a professores e diretores, devendo incluir todos os envolvidos na ação escolar, especialmente seus usuários.
pedagógica e administrativa devem estar relacionadas à proposta do neoliberalismo e da responsabilização da escola, garantindo assim, a qualidade total do ensino para todos.