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A democratização do poder restituiu ao povo uma tal soma de autonomia que em todos os ramos de administração é hoje indispensável consultar e satisfazer suas necessidades. Já que a revolução entregou ao povo a direção de si mesmo, nada é mais urgente do que cultivar-lhe o espírito, dar-lhe a elevação moral de que ele precisa, formar-lhe o caráter, para que saiba querer.
(Teixeira, 1956)
O trecho reproduz parte do discurso de Anísio Teixeira no Congresso do Ensino Primário, de São Paulo, em 1956. Na ocasião, o educador brasileiro defendeu
que a escola pública, universal e gratuita, assim como os sindicatos e os direitos dos trabalhadores, são resultados da luta socialista, são remédio e freio para desvios que tornariam o capitalismo intolerável.
a escola pública, obrigatória, gratuita e universal, ministrada pelo Estado, como instrumento indispensável para consolidação da República e da democracia.
que o ensino primário, já universalizado em muitas nações desenvolvidas desde o século XIX, seja reduzido a dois anos de duração a fim de que se abra para o povo a igualdade inicial de oportunidades.
que, se na década de 1920 o Brasil expandiu o ensino primário e, nas décadas de 1930 e 1940, o ensino secundário, a ocasião era de investir no ensino superior a exemplo das nações desenvolvidas.
o monopólio da educação pelo Estado, pois, em uma sociedade marcada pelo privilégio de classe, somente a escola pública será verdadeiramente democrática e poderá oferecer um programa de formação comum a todos.