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Para Alcântara (2022), “mais do que um rígido antagonismo entre as propostas de inovação e as acusações de resistência da escola à mudança, é fértil refletir, na perspectiva da cultura escolar, sobre como se operam as permanências e mudanças na escola”. A autora entende que a escola caminha em ambos os sentidos, sendo importante desnaturalizar processos históricos e sociais. No contexto da escola pós-pandemia, essa compreensão ajuda a
resguardar a cultura escolar tradicional frente aos modelos educativos mediados pela tecnologia, atualmente supervalorizados.
defender por que a escola precisa se manter presencial, independentemente dos cenários de saúde pública, para assegurar o processo pedagógico significativo.
ir além da tentação de apenas transferir o modelo de trabalho escolar da modalidade presencial para uma modalidade a distância.
identificar instituições e professores como agentes enrijecidos e avessos a mudanças, dificultando a necessária transformação em direção à tecnologia.
priorizar as atividades a distância síncronas em detrimento das assíncronas, com o objetivo de superar a cultura de isolamento instaurada durante a pandemia.