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Leia o excerto a seguir.
“A complexidade do livro didático fornece condições para entender o debate e as críticas de que ele tem sido alvo, tanto no interior da escola, entre educadores, alunos e pais de alunos, como nas discussões acaloradas ocorridas nos encontros ou resultantes de artigos de jornais e revistas, envolvendo autores, editores, autoridades políticas e intelectuais de diversas procedências. O processo de avaliação da produção didática promovido pelo MEC nos últimos anos exemplifica o alcance das polêmicas e do papel que a literatura escolar desempenha na vida cultural e social brasileira, sem omitir sua importância econômica para um vasto setor ligado à produção de livros no País.”
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004 (Coleção docência em formação). P.302.
Ao analisar os livros didáticos e as questões em torno do seu uso, a autora considera que eles
apresentam múltiplos aspectos didático-pedagógicos e podem assumir funções diferentes, a depender das condições de sua produção, do espaço, bem como da época em que foram elaborados.
possuem funções diversas e devem ser compreendidos em sua polissemia, concebidos como suporte dos conteúdos escolares, métodos pedagógicos e comunicadores de sistemas de valores.
constituem produtos culturais elaborados por técnicos detentores de saberes próprios que definem esse construto material e profissional ao largo dos interesses da indústria editorial capitalista.
representam objetos elaborados e complexos que percorrem um longo itinerário e que se apresentam como produto cultural e social, insubstituível como suporte de conhecimentos múltiplos.