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Em uma escola da rede pública situada em área urbana periférica, profissionais da educação e da assistência social relatam casos frequentes de violação de direitos envolvendo adolescentes negras, vítimas de racismo institucional, violência de gênero e abandono escolar precoce. Durante uma reunião intersetorial, surgiram debates sobre a importância de abordar essas situações para além do atendimento pontual às famílias, buscando compreender suas raízes estruturais. O assistente social da unidade escolar foi convocado para elaborar uma proposta de intervenção fundamentada na articulação entre questão social, relações de gênero, raça e diversidade. Com base no debate crítico sobre as expressões contemporâneas da questão social e sua articulação com gênero, raça e diversidade, refere-se a melhor intervenção profissional ao caso hipotético apresentado:
Tratar as expressões da diversidade cultural como fatores neutros no contexto escolar, não devendo interferir nas práticas institucionais consolidadas.
Abordar as situações de desigualdade priorizando o foco na responsabilização familiar, com ações que visam à correção de condutas desviantes por meio da disciplina escolar.
Priorizar a neutralidade ideológica do profissional através da mediação técnica, evitando posicionamentos que questionam normas sociais que regem gênero ou raça no cotidiano da escola.
Considerar a interseccionalidade entre raça, gênero e classe social na intervenção, reconhecendo que a opressão vivida por adolescentes negras é atravessada por múltiplas determinações estruturais da questão social.