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Em uma escola de ensino fundamental, a psicóloga escolar identifica um grupo de alunas que, de forma recorrente, promovem a exclusão de uma colega por meio de comentários depreciativos, ironias sutis e disseminação de boatos nas redes sociais. A vítima tem evitado o convívio escolar e apresenta queda no desempenho, ansiedade e queixas somáticas.
Considerando as teorias contemporâneas sobre o bullying relacional entre meninas, os estudos de gênero e as diretrizes da Psicologia Escolar e Educacional, é correto afirmar que:
O comportamento observado integra aspectos naturais das relações femininas na adolescência e deve ser tratado como um conflito interpessoal passageiro, sem necessidade de intervenção específica.
Por se manifestar de maneira indireta, o bullying entre meninas tende a gerar menor impacto emocional e pode ser resolvido por meio de mediações pontuais entre as envolvidas.
A intervenção do psicólogo deve restringir-se ao acompanhamento individual da vítima, evitando discussões coletivas que possam expor as agressoras.
O bullying relacional entre meninas expressa formas de violência simbólica e socialmente aprendida, articuladas a dinâmicas de poder, pertencimento e construção da identidade feminina, exigindo intervenções institucionais que promovam empatia, diálogo e cultura de paz.
O foco prioritário da ação psicológica deve ser a elaboração de laudos e relatórios conclusivos para subsidiar medidas disciplinares aplicadas pela equipe gestora.


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