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“A transposição didática permite a distinção de três estatutos ou patamares de saber: o saber sábio, o saber a ensinar e o saber ensinado. O saber sábio é constituído pelo produto da atividade científica. Os cientistas pertencem ao grupo que produz e determina o saber sábio. Para que um conteúdo do saber sábio se torne um conteúdo do saber a ensinar, ou seja, um conteúdo de ensino, ele passa por alterações nada simples, que são determinadas inicialmente por uma lógica conceitual originada no interior do saber sábio. O fato de um saber a ensinar estar presente ou definido nos manuais e livros didáticos, nas propostas curriculares ou nos planos de ensino não é garantia de que ele chegue, necessariamente, até o aluno. Há, portanto, um universo mais particular, o saber ensinado.”
NEHRING, Cátia et al. As ilhas de racionalidade e o saber significativo: o ensino de ciências através de projetos. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte), v. 2, n. 01, 2000.
Para que ocorra a transposição didática de um conteúdo de ciências é preciso que seja
considerado potencialmente ensinável, adequado à faixa etária, e possibilite a formulação de objetivos de ensino e práticas avaliativas.
definido prioritariamente pelos próprios alunos, com base em suas expectativas pedagógicas, sociais e culturais
estabelecido por meio de artigos acadêmicos, manuais didáticos e propostas curriculares, sem a participação dos professores.
atenuado o valor teórico dos conceitos científicos, priorizando exemplos práticos do cotidiano do alunado.
determinado por meio de seleção criteriosa e crítica dos cientistas, por meio de políticas públicas e dos objetivos pedagógicos estabelecidos.