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Atente para o seguinte excerto: “A taxa de participação na força de trabalho das pessoas sem deficiência foi de 66,4%, enquanto, entre as pessoas com deficiência, essa taxa era de apenas 29,2%. A desigualdade persiste mesmo entre as pessoas com nível superior: nesse caso, a taxa de participação foi de 54,7% para pessoas com deficiência e 84,2% para as sem deficiência”.
Fonte: Agência IBGE Notícias, 16/08/2024.
Tomando por base o excerto acima apresentado e considerando os preceitos e objetivos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, assinale a afirmação verdadeira.
A desigualdade observada é resultado da interação entre barreiras atitudinais, falta de acessibilidade e inadequação das práticas pedagógicas, demandando ações coordenadas entre Estado, sistema de ensino e sociedade para promover a inclusão.
Os dados revelam uma falha do sistema educacional na preparação das pessoas com deficiência para o trabalho, indicando a necessidade de reformulação curricular focada em habilidades técnicas, com menor ênfase em aspectos sociais e comportamentais.
A discrepância nas taxas de participação reflete principalmente a insuficiência de políticas de cotas e incentivos fiscais para empregadores, sugerindo que a solução reside em fortalecer esses mecanismos de reserva de mercado.
Os números evidenciam que, apesar dos avanços legais, a prioridade deve ser a criação de escolas especiais e oficinas de trabalho segregadas, onde pessoas com deficiência possam desenvolver suas habilidades, preparando-se gradualmente para a inserção no mercado competitivo.