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A brincadeira de faz-de-conta de papéis sociais é a forma de a criança expressar o quê, do meio, tem lhe afetado e como ela atua diante disso. Uma criança ao assumir o papel de um médico sem sequer ter ido a uma consulta não consegue levar a brincadeira adiante, ou seja, tem dificuldade em perceber a função social dos objetos e estabelecer relações com os pacientes e enfermeiras. Isso acontece porque
é a forma de frustrar o aprimoramento das qualidades humanas. Ao brincar, a criança pode amainar capacidades psíquicas como domínio da conduta, controle de suas vontades em submissão às regras existentes na brincadeira e, com isso, desconstituir-se como um ser singular, complexo e único no meio em que vive.
o conteúdo do papel assumido na brincadeira de faz-de-conta de papéis sociais, as formas de execução, as ações com os objetos e pessoas dependem do conhecimento que a criança tem da realidade circundante. Os temas das brincadeiras devem possuir relações intrínsecas com as experiências e o conhecimento das crianças.
para representar determinado papel numa situação imaginária não há envolvimento da criança com as regras sociais. Na brincadeira, o papel assumido não tem relação com a conduta social a ser seguida para melhor representá-lo. Essa conduta não é regida pelas regras do contexto percebidas pela criança.
a memória e a imaginação são duas capacidades psíquicas superiores e tendem a se desenvolver na idade da adolescência, à medida que passa a realizar de forma ilusória e imaginária os seus desejos irrealizáveis.
na brincadeira, as crianças somente reproduzem o que viram, elas não reelaboram criativamente suas vivências. Isso ocorre porque uma peculiaridade da imaginação infantil é o fato de que a fantasia da criança ainda não é diferenciada da sua memória de tal modo que a imaginação infantil se relaciona com a realidade, com as experiências da criança e não é evidenciada na sua atividade.