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Ao analisar as pesquisas que tentam explicar o sucesso das meninas com base em um “estereótipo positivo” da feminilidade, Carvalho (2003) cita as ponderações da socióloga francesa Marie Durut-Bellat (1994).O risco apontado por essa socióloga reside no fato de tais explicações
culparem o movimento feminista por transformar o ambiente escolar em um território hostil e prejudicial aos meninos.
defenderem a separação das turmas por sexo como a única alternativa democrática viável para o ensino por ciclos.
associarem o fracasso dos meninos à ausência de professores do sexo masculino que sirvam de modelo de conduta.
limitarem o debate sobre a identidade de gênero às diretoras e especialistas que controlam a gestão pedagógica dos sistemas públicos.
basearem-se em ideias e posicionamentos a priori e não em conclusões deduzidas daquilo que foi observado e pesquisado.