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Para analisar o complexo sistema de governança global dos dias de hoje, é necessário retroceder aos tempos da Paz de Westphalia, de 1648, para identificar as características do mundo eurocêntrico, em cuja base se encontram a criação do Estado Nacional propriamente dito e a formação do Direito internacional público, como o concebemos hoje.
No mundo eurocêntrico (1648-1945), os diferentes arranjos de governança global foram incapazes de evitar as grandes guerras da história, ou seja, o Tratado de Westphalia de 1648 não impediu as guerras napoleônicas; o Congresso de Viena de 1815 não evitou a Primeira Guerra Mundial e, finalmente, o Tratado de Versalhes de 1919 não impediu a Segunda Guerra Mundial.
Da mesma forma, a disputa de poder geopolítico entre americanos e soviéticos, durante a Guerra Fria, retrata bem a ideia de um sistema de governança global bipartido, que colocava, de um lado, a OTAN e as potências ocidentais, e, do outro, o Pacto de Varsóvia e os países socialistas.
Finalmente, com o fim da Guerra Fria, surge um novo sistema de governança global, no qual a superioridade militar dos EUA não lhe garantiu plena hegemonia econômica e menos ainda pleno alinhamento geopolítico-cultural automático ao pensamento ocidental.
Com base no disposto, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A ideia central da obra “O fim da História” de Francis Fukuyama retrata com precisão as características da Guerra Comercial entre os Estados Unidos e a China, notadamente a partir da Estratégia do “América em Primeiro Lugar” de Donald Trump.
( ) A queda do muro de Berlim eliminou a guerra de ideologias que se defrontavam sob a égide de um mundo até então bipolar. Com o colapso da União Soviética, desponta o advento da Pax Americana, na qual o capitalismo financeiro ficou mais livre para implantar um modelo econômico e social de cadeias globais de produção divididas.
( ) A Guerra na Ucrânia pode gerar uma nova ordem mundial, na medida em que viabiliza a desconstrução do mundo globalizado de abertura mundial do comércio e sua possível substituição por um mundo fragmentado de confrontação entre as potências democráticas do Ocidente e as potências revisionistas do Oriente.
As afirmativas são, respectivamente,
V — V — V.
F — F — V.
V — F — V.
F — V — F.
V — V — F.
As últimas duas décadas do século XX foram marcadas pela emergência de novas dinâmicas da conflitualidade internacional: as chamadas “novas guerras”. Mary Kaldor foi uma das primeiras teóricas que analisou este novo tipo de conflitos.
Com base na noção de “novas guerras” de M. Kaldor, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Neste novo tipo de conflito, aumentaram as diferenças entre a guerra, entendida como violência entre Estados, e as outras formas de violência sistemática, como o crime organizado e as intervenções de violação aos direitos humanos
( ) As novas guerras são conflitos de baixa intensidade, como as guerras informais, em que a distinção entre público/privado e estatal/não estatal tende a desaparecer.
( ) A sociedade civil é envolvida nesse novo tipo de conflito, sendo o palco e o alvo da violência organizada ao mesmo tempo, gerando um processo de privatização da violência.
As afirmativas são, respectivamente,
F – F – V.
V – F – V.
V – V – F.
V – F – F.
F – V – V.
A expressão “globalização” começou a ser usada de modo recorrente no final do século XX, para indicar o incremento de fluxos comerciais e financeiros, entre outros processos de interdependência econômica.
Sobre o processo de globalização, a partir da década de 1990, assinale a afirmativa correta.
No início dos anos 1990, para as economias de mais alta renda, a globalização significou a adoção de medidas isolacionistas, como o protecionismo comercial e as barreiras à exportação de insumos.
Na década de 1990, para as economias em desenvolvimento, a globalização significou a oportunidade de produzir em outros países e obter ganhos de competitividade, controlando as cadeias produtivas e explorando as vantagens comparativas em força de trabalho e em serviços.
Nos últimos trinta anos, a globalização foi alavancada por avanços tecnológicos – novas modalidades de transmissão de dados e a ampliação da capacidade de seu processamento – que permitiram a aceleração de fluxos comerciais e a facilitação da movimentação internacional de capitais.
Na década de 1990, o enfoque positivo da globalização destacava os ganhos em relação à oferta: os consumidores se beneficiam por dispor de uma variedade maior de bens e serviços a custo mais baixos, além de empregos melhor remunerados.
Nas últimas duas décadas, a perspectiva positiva da globalização enfatizou os ganhos quanto às estruturas da demanda, oriundos da expansão dos investimentos, da difusão tecnológica e da formulação de políticas macroeconômicas para gerir os novos fluxos de capital.
O regionalismo aberto é expressão, de caráter propositivo, da possibilidade de se harmonizar o tratamento preferencial próprio dos blocos comerciais com o impulso liberalizante no contexto do processo de globalização econômica.


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África e América do Sul constituem entornos estratégicos do Brasil e objetos de preocupação também no campo da política de defesa nacional.
A proliferação de acordos regionais, observada nos últimos anos, expressa a preocupação dos governos em exercer maior controle sobre os fluxos de comércio e de investimento que impulsionam o processo de globalização econômica, por lhes facultarem condição melhor de atuação sobre os agentes que os promovem em um espaço também restrito.
A noção de assimetria política entre os Estados nacionais não é estranha à globalização, uma vez que as formas de distribuição da riqueza global não são uniformes.