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Em seus estudos, cientistas sociais têm buscado a definição...

Texto II para responder às questões 22 e 23.


Sem-teto faz vigília para não ser retirado de calçada na São João


Famílias sem teto que ocupam a calçada da avenida São João, no centro, montaram um esquema de segurança para ficar no local após o confronto com a Guarda Civil Metropolitana anteontem.

Um grupo de dez homens se reveza a cada duas horas para impedir que os desabrigados sejam pegos de surpresa. Há vigília 24 horas.

Ao todo, treze guardas e sete sem-teto ficaram feridos na manhã de domingo depois de uma tentativa de desocupar a área. Homens da GCM chegaram a usar spray de pimenta contra os desabrigados.

“Parecia tropa de guerra. Sabe a guerra do Iraque? Eram eles ou nós”, afirmou a sem-teto Fabiana Arruda da Silva, 26, grávida de oito meses. “As crianças ficaram assustadas, chorando. Tacaram spray no meu marido”.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) anunciou ontem que vai punir os guardas que se envolveram no confronto se comprovado o excesso.

Em nota, a GCM afirma que agiu “dentro da legalidade” e quis oferecer vagas aos sem-teto nos abrigos municipais. O grupo, que recusou a oferta, pede moradia definitiva.

Líderes do movimento estimam que 230 famílias estejam no local desde que foram retirados de um prédio invadido na esquina com a avenida Ipiranga, há cinco dias. Lonas separam o espaço, equipado com sofá, colchões e até cozinha. Bares e lanchonetes emprestam o banheiro. O acampamento é vigiado por vinte guardas metropolitanos.


(Folha de São Paulo – Caderno Cotidiano. São Paulo, 07/02/12 / Natália Cancian – Colaboração para a Folha)

Em seus estudos, cientistas sociais têm buscado a definição do que seja comunidade para assim balizar de maneira fundamentada as intervenções da psicologia social comunitária. Em Sawaia (2010), encontra-se resultados dessa busca. Considerando a população descrita, pode-se defini-la como comunidade, ao considerar que


A

é categoria orientadora de ação e reflexão e seu conteúdo é extremamente sensível ao contexto social em que se insere, pois está associada ao debate milenar sobre exclusão social e ética do bem-viver.


B

é setor atrasado e pobre, que precisa ser adaptado ao capitalismo avançado, capaz de erradicar mudanças que estão acopladas à modernização buscada.


C

é lugar que reúne pares da classe trabalhadora, considerada como objeto social que acaba por se autoexcluir ao não aceitar as condições inerentes ao capitalismo que tem conseguido melhorar as condições de vida de toda população.


D

é vista com potencialidades individuais, grupais e coletivas, para integrar a população aos programas oficiais de modernização e prevenção de doenças, como via de progresso e inclusão social com as reformas e tutela do Estado.


E

é uma unidade consensual, sujeito único e homogêneo, lugar do gerenciamento do consenso para mudanças de atitude unindo os esforços governamentais e do povo, garantindo, assim, uma melhoria na qualidade de vida.