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Segundo Silva, no texto “A pesquisa em psicanálise: o método de construção do caso psicanalítico”, na transposição da escuta psicanalítica clínica – de consultório – para a prática psicanalítica de pesquisa, alguns ajustes devem ser realizados no que tange ao tipo de material a ser analisado. Porém, algumas características essenciais devem ser preservadas para que se possa ainda considerar o método como psicanalítico, isto é, possibilitador da emergência de sentidos submersos. Diante do exposto, assinale a alternativa INCORRETA.
Nessa modalidade de pesquisa, pode-se utilizar a técnica da observação livre com registro em diário de campo, no intuito de complementar e validar as informações construídas.
Ao ser dito e se tornar público, o enunciado do participante coloca-se fora daquele que enuncia, fazendo parte de outro contexto e de outro tempo, sendo reinventado na análise da pesquisadora.
A entrevista na pesquisa psicanalítica é uma ferramenta produtora de subjetividades e, nesse sentido, exige cautela daquele que ocupa o lugar de entrevistador para evitar ser colocado na posição de um lugar de saber e poder, produzindo efeitos sobre o(a) entrevistado(a).
A neutralidade necessária na pesquisa psicanalítica refere-se ao compromisso de não interferir com a escolha íntima de cada sujeito participante, de não demandar assumir escolhas em seu nome, sugerindo-lhe possibilidades baseadas nas escolhas pessoais do(a) pesquisador(a).
A pesquisa em psicanálise aponta para a fundamental importância de três elementos na pesquisa e na formação do(a) psicanalista/pesquisador(a): a própria análise pessoal, os estudos teóricos e as trocas com outros(as) psicanalistas/supervisores(as).