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A significativa inserção das(os) psicólogas(os) no Sistema Único de Saúde - SUS e nos serviços de saúde mental deste Sistema, impulsionada pelo projeto antimanicomial ensejado desde um movimento social, produziu um redirecionamento da Psicologia, ao lado de outras profissões da saúde, em relação à sua tradição histórica relativa às orientações éticas, teóricas e metodológicas. Assim, uma nova clínica psicológica é considerada como possível e necessária, onde esta:
Considera os transtornos mentais como uma patologia, de saber e de prática psiquiátrica, onde o comportamento desviante deve ser alvo de intervenções, tratadas dentro do serviço de saúde mental.
Traz um olhar compreensivo e interventivo ao sofrimento psíquico humano, conceituando-o como transtorno mental, tomado como processo complexo, que implica a trajetória de vida de sujeitos singulares em condições objetivas e concretas de existência.
Compreende e interpreta a doença mental, para a determinação das medidas de internação e tratamento, seja nos ambulatórios de saúde mental ou nos hospitais psiquiátricos.
Possui o papel de olhar o sujeito com sofrimento mental em sua totalidade, prestando os atendimentos psicossociais em seu contexto territorial e comunitário, sem necessidade de trazê-lo a serviços da rede de atenção psicossocial, extinta graças à reforma psiquiátrica.