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Segundo Paulo Amarante (2009) no empreendimento epistemológico da Reforma Psiquiátrica, “[...] dois conceitos têm sido fundamentais para o processo. O primeiro é o de desinstitucionalização na tradição basagliana que, superando àquele da experiência norte-americana, passou a designar as múltiplas formas de tratar o sujeito em sua existência e em relação com as condições concretas de vida. Nesta tradição, a clínica deixaria de ser o isolamento terapêutico ou o tratamento moral pinelianos, para tornar-se criação de possibilidades, produção de sociabilidades e subjetividades”. No campo da Reforma Psiquiátrica é possível reconhecer que são efeitos desse movimento:
I. a desconstrução do conceito de doença – assim como muitos outros conceitos produzidos pela psiquiatria – a transformação das relações entre as pessoas envolvidas; os serviços, os dispositivos, os espaços; a mudança dos conceitos e as práticas jurídicas;
II. o reconhecimento do sujeito da experiência da loucura, antes excluído do mundo da cidadania, antes incapaz de obra ou de voz, torna-se sujeito, e não objeto de saber;
III. a compreensão do manicômio enquanto modelo que se calca na tutela, na vigilância panóptica, no tratamento moral, na disciplina, na imposição da ordem, na punição corretiva, no trabalho terapêutico, na custódia e interdição.
Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s)
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.