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De acordo com Dimenstein (2001), a formação profissional das categorias envolvidas com o trabalho em saúde é uma das questões que vêm sendo amplamente discutida no campo da saúde coletiva, abrangendo vários aspectos importantes, EXCETO:
É defendida a necessidade da transformação de profissionais da área de saúde em agentes de mudanças perante o ideário do SUS e seus usuários.
Observa-se um nítido distanciamento dos profissionais entre si e com os usuários, caracterizado pela falta de interesse, pela alienação e por um modo de agir mecânico e burocratizado.
O perfil desejado para o trabalhador do SUS se volta para um profissional com capacidade de transformação, o que implica uma tomada de posição e uma decisão por parte de um Sujeito/Ator Social, o que se dá no plano das ações, da realidade concreta, o ato comprometido com a capacidade de ação e reflexão.
Trata-se de um perfil profissional próximo da noção de “operador”, trazida por Rotelli (1990), onde está presente a capacidade de reconstruir a história de vida dos usuários em torno do diagnóstico e do sintoma, do trabalho ativo no processo de reelaboração do sofrimento e ressignificação da vida.
Trata-se do perfil de um profissional não preso à técnica, ao saber totalizante dos “experts” e a rituais profissionais, mas que se apoia em modelos explicativos ampliados ao invés dos modelos teóricos aprendidos nas universidades e faz uso de intervenções mais flexíveis.