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Segundo Dimenstein (2000), algumas características marcam a formação e a identidade profissional do psicólogo no Brasil, EXCETO:
A relação direta com o processo de hegemonização do ideário individualista presente na sociedade brasileira.
A posição acrítica e descontextualizada, pois adota um único modelo de subjetividade possível, ignorando e desvalorizando a complexidade e multideterminação do processo de subjetivação.
A adoção do modelo de subjetividade centrado no sujeito psicológico e alinhado às concepções provenientes de contextos holísticos, vendo o indivíduo como moralmente autônomo e possuidor de direitos e deveres.
A predominância de uma concepção de subjetividade tão específica entre os psicólogos é consequência do amplo processo de difusão da psicanálise nas classes médias, de onde vem a maioria desses profissionais.
A difusão de ideais analíticos e a consequente oferta de refenciais estéticos e de modelos identificatórios produziu uma representação ideal de sujeito, o “sujeito psicológico”, e de práticas ancoradas nesse modo singular de subjetividade, tornando-se elementos definidores da identidade e da cultura desse profissional e também reproduzidos nos cursos de formação.