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De acordo com Soares no livro Psicanálise e Hospital – a criança e sua dor (MOURA, 1999), o corpo não é somente um meio de expressão, é também um lugar de inscrições primitivas. Pensando no corpo enquanto causa do sujeito marque a opção CORRETA.
O psicanalista foca seu trabalho no sujeito que clama por ser medicado, deixando aos cuidados da ciência o corpo em sua pura sintomatologia orgânica.
A ciência aponta para o corpo na sua dimensão biológica, constituída de partes articuladas e regradas por certos princípios funcionais de autoconservação. Esse corpo orgânico é dotado de uma organização que não visa ao sujeito inconsciente.
Não podemos reduzir o corpo humano a um emaranhado de órgãos que articulam entre si. Esse corpo também diz de si, o corpo fala. O corpo prediz significantes. Esse corpo que fala requer seu deciframento simbólico. E é nessa dimensão médica que a psicanálise encontrará seu campo de atuação.
Não podemos desprezar a relação existente entre o corpo e a subjetividade, principalmente quando um psicanalista trabalha em um hospital geral, pois sabemos que o psíquico, nesta instituição, é alvo de urgência.